Ensino híbrido, ensino remoto ou EAD? O que vem por aí?

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Ensino remoto não é híbrido. Ensino híbrido não é EAD. Afinal, o que é, e por quê é importante, o ensino híbrido?

Grosso modo, ensino híbrido, ou blended learning, é toda forma de ensino em que a aprendizagem é estimulada por diversos meios que vão além da aula expositiva presencial. Na atualidade tem-se dado ao termo uma conotação de ensino em parte presencial e em parte mediado pelas TDIC, de forma remota ou mesmo presencial.

Outra forma de apresentar o conceito é dizer que no ensino híbrido o professor deixa de ser a única fonte de informação, de maneira que o aluno tenha acesso a outros meios de obtê-la, preferencialmente digitais.

No ensino híbrido a presença do aluno na escola, nas atividades presenciais coletivas ou individuais, continua existindo e sendo importante, mas também se agrega a esse modelo atividades que podem ser feitas de forma remota, individual ou coletivamente, facilitadas pelas novas tecnologias digitais.

Muitos professores já usavam metodologias de ensino híbrido antes mesmo do termo virar modinha na seara educacional, e talvez nem soubessem o nome que viria a ter aquilo que já faziam. A existência de blogs educacionais, comunidades de aprendizagem online, fóruns de discussão, plataformas de ensino à distância, por exemplo, vem desde o início deste milênio. Há vinte anos já tínhamos professores e redes de ensino usando o Moodle, por exemplo, como apoio para levar conteúdo e atividades para enriquecer as aulas que eram, via de regra, expositivas e presenciais.

Vivemos em um tempo onde cada vez mais os muros e portas cairão, e tanto o trabalho quanto o ensino se darão por meio de uma mesclagem de momentos presenciais e remotos. O ensino híbrido, portanto, não é apenas uma das muitas formas de ensinar, mas sim uma forma de ensinar contemporânea, associada à nossa forma de viver e se relacionar.

O ensino híbrido não veio para revolucionar a educação. Ele é apenas uma “hibridização” da educação que já existe, tanto presencial quanto na forma de EAD, que decorre em grande medida das ações que fomos forçados a implementar para criar o “ensino remoto”. Este, por sua vez, não é verdadeiramente uma forma de ensino, mas apenas uma solução mitigadora para um cenário de pandemia impensável dois anos atrás.

A pergunta importante hoje é: como faremos para migrar para um modelo factível de ensino híbrido quando pudermos sair da situação de ensino remoto?

E você? O que você a respeito?


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